Americano morreu após tomar cloroquina usada em aquários

Americano morreu após tomar cloroquina usada em aquários

 

Um casal americano do Arizona, após ver na TV o pronunciamento do presidente Donald Trump no qual ele falou que o medicamento hidroxicloroquina demonstrou eficácia no tratamento da COVID-19 causada pelo novo coronavírus, correram para tomar a substância.

Eles acabaram ingerindo o fosfato de cloroquina utilizado em aquários, que é formulado de maneira totalmente diferente daquele empregado para medicamentos e que não deve ser tomado em hipótese nenhuma.

Em apenas 30 minutos os dois começam a sentir os efeitos da intoxicação, causada pela substância no organismo, e deram entrada em estado grave no hospital Banner Health em Phoenix, no Arizona.

O homem, com cerca de 60 anos, morreu na sala de emergência e sua esposa está internada em estado grave. O hospital publicou um comunicado alertando “Dada a incerteza em torno da Covid-19, entendemos que as pessoas estão tentando encontrar novas maneiras de prevenir ou tratar esse vírus, mas a automedicação não é a maneira de fazer isso”.

Intoxicação na Nigéria

Autoridades nigerianas divulgaram que a cloroquina causou a intoxicação em pelo menos duas pessoas que usaram o medicamento por conta própria.

Ore Awokoya, assessora especial de saúde, disse à agência AFP “Já registramos dois casos de intoxicação, mas certamente haverá mais casos nos próximos dias”, acrescentou ela, “estamos preocupados que a maioria das pessoas vão ingerir medicamentos sem nenhum controle”.

 

Fonte:

Texto por Fábio Reis para PFARMA

Quais proteções eu devo usar em caso de Corona Virus?

Quais proteções eu devo usar em caso de Corona Virus?

 
Informações mais detalhadas sobre EPIs e procedimentos a serem adotados nos diversos serviços estão disponíveis a Nota Técnica 4/2020 da Anvisa.

Quem deve usar a máscara cirúrgica?

Pacientes com sintomas de infecção respiratória (febre, tosse espirros, dificuldade para respirar).

Profissionais de saúde e profissionais de apoio que prestarem assistência a menos de 1 metro do paciente suspeito ou confirmado.

IMPORTANTE: Nunca se deve tentar realizar a limpeza da máscara já utilizadas com nenhum tipo de produto. As máscaras cirúrgicas são descartáveis e não podem ser limpas ou desinfectadas para uso posterior e quando úmidas perdem a sua capacidade de filtração.

 

Quem deve usar a máscara tipo n95?

Profissionais de saúde que realizam procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo: intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, coletas de amostras nasotraqueais.

Pode-se considerar o uso de respiradores ou máscaras N95 ou equivalente, além do prazo de validade designado pelo fabricante para atendimento emergencial aos casos suspeitos ou confirmados da COVID-19. No entanto, as máscaras além do prazo de validade designado pelo fabricante podem não cumprir os requisitos para os quais foram certificados. Com o tempo, componentes como as tiras e o material da ponte nasal podem se degradar, o que pode afetar a qualidade do ajuste e da vedação.

 

Este tipo de uso pode ser liberado APENAS devido à demanda urgente causada pela emergência de saúde pública da COVID-19. Os usuários dessas máscaras que excederam o prazo de validade designado pelo fabricante devem ser orientados sobre a importância das inspeções e verificações do selo antes do uso.

IMPORTANTE: Nunca  se deve tentar realizar a limpeza da máscara N95 ou equivalente, já utilizadas, com nenhum tipo de produto. As máscaras N95 ou equivalentes são descartáveis e não podem ser limpas ou desinfectadas para uso posterior e quando úmidas perdem a sua capacidade de filtração.

 

Minha instituição está restringindo/proibindo os profissionais de utilizarem máscaras. Como devo agir?

 

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, os profissionais que atendem CASOS SUSPEITOS E CONFIRMADOS de Covid-19 devem ter insumos necessários para higiene das mãos (com água e sabonete líquido OU preparação alcoólica a 70%) e vestir os seguintes EPIs:

óculos de proteção ou protetor facial; – máscara cirúrgica;

avental;

luvas de procedimento

gorro (para procedimentos que geram aerossóis)

máscaras N95, FFP2, ou equivalente, ao realizar procedimentos geradores de aerossóis como por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação,coletas de amostras nasotraqueais.

É dever da instituição fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) específicos aos profissionais que atuam nos casos SUSPEITOS E CONFIRMADOS de Covid-19. Os demais devem seguir os procedimentos de rotina, com os equipamentos utilizados normalmente em suas áreas de atuação.

Para quem devo denunciar falta de EPIs para atendimento dos casos de Covid-19?

O Coren-SP disponibilizará nesta semana um chat para dúvidas e denúncias relacionadas à Covid-19. As denúncias também podem ser encaminhada site oficial (aqui). É fundamental também registrar a denúncia no Ministério Público do Trabalho e Vigilância Sanitária.

Eu sou obrigado a trabalhar sem proteção, caso a instituição não disponibilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para atendimento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19?

O artigo 22 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem estabelece que o profissional pode se recusar a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade. Dessa forma, há respaldo ético, porém é importante que haja registro de elementos que comprovem a falta de condições de segurança e que a chefia imediata seja comunicada. Também é indicado que seja realizada denúncia no Conselho. Reiteramos que há EPIs que devem ser utilizados para atendimento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19, mas que são dispensados para atendimento a pacientes que não possuem a doença.

Os profissionais de saúde pertencentes aos grupos de risco – gestantes; doenças crônicas; doenças respiratórias; acima de 60 anos – devem continuar trabalhando?

O Governo do Estado de São Paulo definiu que todos os profissionais de saúde devem seguir com suas rotinas de trabalho. O Coren-SP solicitou reunião com o governo para apresentar a demanda desse grupo de profissionais e também demais necessidades da enfermagem no enfrentamento da Covid-19.

Quem deve realizar coleta de secreção para teste de Coronavírus? Enfermeiros, técnicos ou auxiliares de enfermagem?

Qualquer profissional da equipe de enfermagem, desde que treinado, pode realizar a coleta.

Fonte: Coren-SP

Afinal, pode usar ibuprofeno em caso de sintomas de corona vírus?

Afinal, pode usar ibuprofeno em caso de sintomas de corona vírus?

 

Anvisa publica nota sobre uso do ibuprofeno em pacientes com Covid-19

A Anvisa esclarece que não há evidências científicas conclusivas sobre o agravamento da infecção pelo novo coronavírus devido ao uso de ibuprofeno ou cetoprofeno. São necessários estudos epidemiológicos que forneçam dados mais robustos referentes aos efeitos dos anti-inflamatórios na infecção pelo novo coronavírus Covid-19.

Nesse cenário de incertezas relacionado à fisiopatologia da doença, no entanto, profissionais de saúde e pacientes devem considerar outras opções de tratamento disponíveis para quadros de dor e febre, como paracetamol, dipirona e anti-inflamatórios não esteroidais. É importante observar que todos os medicamentos aprovados para uso humano apresentam benefícios e riscos que devem ser ponderados no momento da escolha do tratamento.

Pacientes que fazem uso continuado de ibuprofeno ou cetoprofeno não devem interromper o tratamento sem que haja recomendação médica expressa. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 19/3, voltou atrás a respeito dos riscos relacionados ao uso do ibuprofeno nos pacientes diagnosticados com Covid-19. A Anvisa, assim como a Agência Europeia de Medicamentos e a OMS, está monitorando a situação.

A Anvisa chama a atenção para a importância de se utilizar medicamentos analgésicos e antitérmicos com base nas orientações médicas e disponíveis em bula e na dose mais baixa capaz de controlar os sintomas, de acordo com os protocolos de tratamento já estabelecidos.

Fonte: Ascom/Anvisa